A história da tecnologia se segue desde quando o homem primitivo começou a utilizar ferramentas de caça e proteção. Desde então, os avanços tecnológicos vêm crescendo de forma exponencial. Será que, neste seu estágio, é possível recuá-la em função dos valores humanitários, dado que há um desequilíbrio intenso entre as vantagens e as desvantagens da tecnologia para com a sociedade?
Antes de tudo, o homem deve admitir que, no mundo em que vive, é praticamente impossível não utilizar e não gostar da tecnologia, pois é ela que lhe traz comodidade, entretenimento e várias outras melhorias no dia-a-dia.
Ao passo em que a economia mundial se desenvolve através da tecnologia, utilizada principalmente na agricultura e indústrias, recuar o desenvolvimento tecnológico significaria diminuir o crescimento econômico e o social, tendo que aceitar todos os efeitos desse fato, dentre eles o aumento da pobreza e, consequentemente, da fome.
Por outro lado, a tecnologia prejudica as diferentes faixas etárias. Como principal exemplo se tem os adolescentes. Ao presentear seus filhos com um computador, os pais têm a esperança de que eles possam realizar trabalhos escolares, mas, na maioria das vezes, utilizam esse pretexto para conectarem-se em sites de relacionamento. Então, como resultado, se tem o péssimo rendimento escolar, a falta de conhecimento e de curiosidade, já que tudo está à disposição em apenas um clique, e, por ser fácil demais o acesso à informação, a busca do conhecimento acaba sendo desprezada.
Portanto, pode-se perceber que a tecnologia facilitou muitas coisas, mas também conspurcou outras. Mesmo não sendo possível contê-la, é possível enquadrá-la nos valores humanitários por meio de movimentos como o de Gandhi, que lutou por uma questão tão nobre como a paz e de movimentos como o recente realizado nos EUA, o "Dia Nacional para se Desconectar", que tem como objetivo reconectar as pessoas a suas famílias, ao mundo real e aos seus amigos.
Por Marina Slompo
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