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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Crônica selecionada para a Olimpíada de Língua Portuguesa


     Um companheiro
Era dia 12 de agosto de um domingo.
Para quem decora datas especiais já deve ter notado que não era um domingo qualquer, mas sim o domingo do “Dia dos Pais”.
Claro que, como sou uma boa filha, fui logo pela manhã dar presentes e muitos beijos e abraços no meu querido pai.
O dia já estava programado, dar muitas voltas pela cidade e terminar com um delicioso sorvete do centro.
Foi passando pelo lago municipal que percebemos que estava tendo um evento de carros antigos sendo exibidos para a população baririense e, como era um dia especial para os pais e meu pai sendo louco por carros, não poderia acontecer outra coisa senão pararmos para apreciá-los.
Naquele instante meu pai voltou à infância, virou um daqueles meninos que andam  sempre com um carrinho na mão e fazem dos muros das casas a maior pista de carrinho e também a mais emocionante de sua imaginação.
Mas dentre todos os carros que ali estavam, apenas um conseguiu pará-lo por mais de meia hora.
Não era o mais bonito, na minha humilde opinião, tinha uma cor desbotada, estava toda enferrujada, até mesmo o próprio carro suplicava por uma reforma.
Depois de tanto julgar o carro só ouvi meu pai falando alto em seu pensamento.
 -Meu companheiro de longas datas, foram tantas as aventuras, pneu furado na rua VII de Setembro, falta de gasolina na rua XV de Novembro, até mesmo chuva em frente à Matriz.
Para uns pode até ser um simples carro, mas para mim sempre será precioso.

Bianca Leonel Rocha

      

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