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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Segregação socioespacial



Tempos em que direitos humanos valem menos que os de transmissão

Desde quando o homem passou a viver em sociedade sempre houve segregação socioespacial. Hoje em dia, mais do que nunca, ela é evidente em nosso cotidiano.
Provavelmente, o maior desses motivos seja a questão econômica. O acesso à cultura, conhecimento e até mesmo informação é bem restrito a quem é capa de pagar por eles. Assim, vamos separando o povo de acordo com seu poder aquisitivo e impedindo camadas mais pobres de disporem dos mesmos benefícios que os demais, haja vista que aquele que mora na palafita não é o mesmo que vai assistir a uma peça teatral todo mês.
Em referência à economia, podemos citar ainda uma maneira de segregação recorrente durante realização de grandes eventos, tais como festivais musicais ou competições esportivas, para não afugentar o público, mendigos e dependentes químicos são varridos como lixo das ruas, fingindo uma solução que, na verdade, inexiste.
Diversos outros fatores tornam-se motivo de separação: o gordo é colocado fora dos padrões de beleza; ao portador de deficiência não é oferecido transporte público que se adapte às necessidades, quiçá uma rampa nas ruas do centro; pessoas sem parceiro fixo são consideradas promíscuas; homossexuais são impedidos de entrar em estabelecimentos ou mesmo violentados como forma de “correção” à sua opção sexual; nordestinos são taxados como “ladrões” de empregos nas regiões mais ao sul do Brasil, onde oportunidades lhe são negadas. E esses são só alguns dos possíveis exemplos.
Para a reversão desse quadro, cabe ao Estado trabalhar melhor a questão da acessibilidade, facilitar nas condições para que todos desfrutem de igualdade de direitos. Quanto aos civis, ao invés de excluir o próximo pelas diferenças, aproximá-lo pelas semelhanças será o correto.

Rafael Trento Viccari

Prioridades

Eventos internacionais, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas têm grande aceitação em todo o planeta e são motivo de festa, alegria e, principalmente, de movimentação financeira nos países que sediam essas celebrações. O que as pessoas geralmente não sabem é o que ocorre por trás de tudo isso. Os problemas sociais e de festão são escondidos e custam a ser resolvidos.
Na maioria das vezes, o governo ignora esses empecilhos, que estão diretamente ligados ao tráfico, às drogas, à violência, ao crime organizado, problemas estes que afetam e prejudicam o turismo e a imagem do local hospedeiro.
Há também o fato de que a mídia não apresenta interesse nenhum em divulgar aquilo que é considerado “vergonhoso e negativo”. Por isso, são construídos muros ao redor das favelas, a fim de separar a população mais obre do restante da sociedade. Além disso, são feitos acordos com os líderes do tráfico e da bandidagem para que estes não se manifestem durante o período dos jogos.
A última copa aconteceu no ano de 2010, na África do Sul e mais tarde na revista Fórum, foi publicada uma reportagem que denunciou o abuso contra mulheres, fato que foi escondido, na época, para criar uma falsa ilusão sobre a realidade monstruosa que está presente lá.
Para solucionar esses problemas é preciso que o governo, além de investir em estruturas, cuide das deficiências sociais, e dê suporte à parte mais carente das periferias a fim de amenizar essa de amenizar essa situação de miséria e pobreza.

Natália Amoroso Ferrari

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