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domingo, 26 de maio de 2013

Resenha crítica: A mulher invisível

Além das expectativas


Muitas vezes, uma desilusão amorosa toca profundamente na alma humana. Traições, foras ou outros tipos de rejeições tornam as pessoas ativas, demonstrando-as com um determinado lado poético e vital. Com um ótimo elenco e um roteiro brilhante, Cláudio Torres abusa da imaginação e cria uma comédia romântica que supera limites.

Com o principal personagem exercido por Senton Mello, o filme inicia-se com a notícia de que a mulher da sua vida está grávida de gêmeos, porém o pai não é ele. Isso deixa Pedro (Selton Mello) totalmente abalado, até entrar na sua vida uma loira que considera-se perfeita, mas com um pequeno detalhe, ela é fruto da mente de Pedro. Grande parte da história baseia-se nisso, até aparecer Vitória (Maria Manoella) com altas qualidades, porém seu reconhecimento só é visto no final da história.

O filme mostra que o ser humano pode ser auto destrutivo, e é aí que ganha pontos, Com um final surpreendente, é mostrado em todo roteiro a esperança, principalmente amorosa. Esse é um dos motivos do crescimento das comédias românticas nacionais.

Acima de tudo considera-se o encantamento pela história, parecendo prender o telespectador, como se fizesse parte. Altas recomendações são feitas, pois contradiz sobre a fama brasileira de produzir filmes ruins e enjoativos.





GABRIEL FILENGA MANZUTTI

2° ano B


A perfeição está nos olhos de quem vê

Escrito por Cláudio Torres, junto a Adriana Falcão, e dirigido pelo mesmo, o filme “A Mulher Invisível” conta sobre o delírio de Pedro (Selton Mello) que, após ser abandonado pela esposa, conhece Amanda (Luana Piovani), uma mulher perfeita, mas que contém um grave defeito: só existe em sua imaginação.
Apesar de contar com atores fantásticos, a comédia romântica possui seus pontos negativos, já que Torres exige pouco de seu elenco e os deixa atuar de forma exageradamente mecânica, tornando seu filme um pouco irritante e cansativo.
Creio que, se os estivesse explorado mais, certamente a trama ganharia em pontos, além de ser mais engraçada e atrativa. Contudo, Torres consegue implantar uma mensagem subliminar inteligente e interessante em seu longa, uma vez que passamos a história inteira acreditando ser Amanda a “mulher invisível”, sendo que no fundo a verdadeira dona do título é Vitória (Maria Manoella), vizinha viúva e apaixonada por Pedro, mas nunca notada pelo mesmo.
Em suma, a trama trata-se de um humor leve e fraco, porém não dispensável para quem gosta de tal estilo, apesar de seus perceptíveis defeitos.
Monise Slompo

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