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sábado, 26 de julho de 2014

"Bullying: Distopia Real"


O fenômeno bullying, nos dias atuais, é tão comum em instituições de ensino quanto à educação em si. Por mais que o governo tente erradicar esta epidemia, a realidade apenas mostra o quão esta "brincadeira" perigosa e mortífera ainda está longe de ser extinta.
Em abril deste ano, a jovem que fora espancada em uma escola estadual de Limeira, São Paulo, recebeu uma ameaça de número restrito com a seguinte mensagem: "O pesadelo vai recomeçar". Em certo período de tempo, a adolescente, que já acreditava ter passado pela turbulência, se viu mais uma vez cercada pelos pés e pernas que lhe haviam humilhado. Se uma punição correta fosse aplicada, não seria esta ligação apenas uma ideia distante e profunda na mente de sua realizadora?
De uma maneira ou de outra, quanto mais longo o período em que ela sofrer bullying, mais grave e duradouro será o impacto sobre sua saúde. Quem constatou tal afirmação foi Laura Bogard, líder da pesquisa do Hospital Infantil de Boston. A jovem espancada jamais poderá livrar-se dos fantasmas de sua mente; nem ela, nem os demais jovens de diversas nacionalidades que passaram pela mesma situação. O bullying é universal.
E, além de universal, é um problema antigo. Muitos afirmam que o fenômeno não é algo contemporâneo, mas sim um infortúnio de muitos anos. Porém, as perguntas nunca respondidas são: havia cyber bullying nesses tempos? Havia os recursos que possuímos hoje em dia? Não. O bullying não é mais um problema de crianças dando beliscões e rindo do colega dos dentes tortos. Agora, por mais dramático que isto possa soar, é uma questão de vida ou morte para alguns.
A internet deve ser monitorada. Os crimes cibernéticos, incluindo o bullying, são tão ou mais graves que os que nós estamos acostumados a ver, como o homicídio ou o roubo. As punições devem ser mais duras e severas. A disciplina, mais rigorosa, principalmente nas escolas. E assim, muito provavelmente, não teremos de lidar com uma juventude tão depressiva e ansiosa quanto a dos dias atuais.

Maria Clara

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