O fenômeno bullying, nos dias atuais, é
tão comum em instituições de ensino quanto à educação em si. Por mais que o
governo tente erradicar esta epidemia, a realidade apenas mostra o quão esta
"brincadeira" perigosa e mortífera ainda está longe de ser extinta.
Em abril deste ano, a jovem que fora
espancada em uma escola estadual de Limeira, São Paulo, recebeu uma ameaça de
número restrito com a seguinte mensagem: "O pesadelo vai recomeçar".
Em certo período de tempo, a adolescente, que já acreditava ter passado pela
turbulência, se viu mais uma vez cercada pelos pés e pernas que lhe haviam
humilhado. Se uma punição correta fosse aplicada, não seria esta ligação apenas
uma ideia distante e profunda na mente de sua realizadora?
De uma maneira ou de outra, quanto mais
longo o período em que ela sofrer bullying, mais grave e duradouro será o
impacto sobre sua saúde. Quem constatou tal afirmação foi Laura Bogard, líder
da pesquisa do Hospital Infantil de Boston. A jovem espancada jamais poderá livrar-se
dos fantasmas de sua mente; nem ela, nem os demais jovens de diversas
nacionalidades que passaram pela mesma situação. O bullying é universal.
E, além de universal, é um problema
antigo. Muitos afirmam que o fenômeno não é algo contemporâneo, mas sim um
infortúnio de muitos anos. Porém, as perguntas nunca respondidas são: havia
cyber bullying nesses tempos? Havia os recursos que possuímos hoje em dia? Não.
O bullying não é mais um problema de crianças dando beliscões e rindo do colega
dos dentes tortos. Agora, por mais dramático que isto possa soar, é uma questão
de vida ou morte para alguns.
A internet deve ser monitorada. Os
crimes cibernéticos, incluindo o bullying, são tão ou mais graves que os que
nós estamos acostumados a ver, como o homicídio ou o roubo. As punições devem
ser mais duras e severas. A disciplina, mais rigorosa, principalmente nas
escolas. E assim, muito provavelmente, não teremos de lidar com uma juventude
tão depressiva e ansiosa quanto a dos dias atuais.
Maria Clara
Nenhum comentário:
Postar um comentário