Autores de narrativas, poemas e outros textos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"A vida até parece uma festa"

“Quando acabar a luz e a escuridão subir pro alto do céu, olha em paz que a nuvem já se desfaz...”

Comecemos esta reportagem com um pouco de Carlos Drummond de Andrade: “Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro pra fora, de cada um para todos.” O que começou como uma simples tarefa se tornou algo maior, uma linda homenagem aos professores das 1as séries da Escola Estadual Profª Ephigênia C. M. Fortunato. Já que a escola entra em recesso justo na Semana dos Professores, a equipe do nosso blog “Em minha opinião...”, formado por alunos da escola, com o auxilio da professora Meire Fiuza Canal, fez esta mera homenagem que servirá também para matar algumas curiosidades sobre a vida de um professor. A frase acima é mais que certa e dedicada a todos os professores entrevistados.


A little bit more of Lílian

Um pouco mais da nossa poesia em forma de professora.



Com um estilo próprio e um jeitinho de ser que só ela tem, Lílian Maróstica, professora de Inglês da escola Ephigênia encanta muitos alunos em sala de aula. Sempre alegre e muito carinhosa, suas aulas tornam-se únicas e super animadas, e, além disso, o seu estilo musical não deixa a desejar.
Versátil e única, Lílian fala um pouco mais sobre o seu jeito de ser e um pouco mais da sua vida fora da escola.

Em Minha Opinião: Você sempre quis ser professora?
Lílian: Não. Eu queria ser jornalista. Decidi seguir essa carreira porque me apaixonei pelo curso de Letras.

E.M.O: Você se dá bem com seus alunos?
Lílian: Sim, dificilmente tenho problemas com meus alunos. Gosto muito de todos eles cada um com sua particularidade.

E.M.O: O que você gosta de fazer nas horas livres?
Lílian: Nas horas livres, gosto de assistir a filmes, ir ao cinema e passear ao ar livre.

E.M.O: Quando você era mais jovem, qual era seu principal hobbie?
Lílian: Meu principal hobbie quando era mais jovem era jogar vôlei com minhas primas.

E.M.O: Como é a sua rotina?
Lílian: Trabalhar (dar aulas), trabalhar mais em casa, assistir a filmes e cuidar da minha gatinha.

E.M.O:  Você gosta da sua profissão? Acha ela bem valorizada?
Lílian: Gosto da minha profissão, é bastante gratificante, às vezes. Infelizmente, não é tão valorizada quanto deveria ser.

E.M.O: Você acha que algum aluno se inspira em você?
Lílian: Eu acho que sim, não só eu como todos os professores. É uma grande responsabilidade, mas também muito gratificante.

Leia mais sobre Lílian

E.M.O: Quando você começou a gostar de inglês? E quais foram os motivos? 
Lílian: Desde criança. Sempre gostei de músicas e as que costumava escutar eram inglesas.

E.M.O: Que ano você iniciou a sua faculdade de inglês?
Lílian: Em 2002.                 

E.M.O: Você sempre quis ser professora de inglês?
Lílian: Não, queria ser jornalista e queria apresentar o Jornal Nacional.

E.M.O: Você já fez algum intercâmbio? Se sim onde ou se não onde gostaria de fazer?
Lílian: Ainda não, mas queria fazer nos Estados Unidos e na Inglaterra.

E.M.O: O que você mais gosta de fazer?
Lílian: Ver filmes e ficar ao lado do meu namorado.

E.M.O: Qual é o seu maior medo? E qual é o seu maior sonho?
Lílian: O meu maior medo é ficar sozinha na velhice. O meu maior sonho é ver o meu sobrinho andando sozinho.

E.M.O: Qual foi a sua maior dificuldade quando estava cursando a faculdade?
Lílian: Foi aprender Latim. 

Agora vocês sabem um pouco mais sobre a nossa professora de Inglês tão querida, que deve ser muito valorizada. Aproveitem, e aos professores, um grande FELIZ DIA DOS PROFESSORES!

Amarelo é Feliz...


“Amarelo é feliz”, frase dita pela aspirante a professora Lívia Tessaroli Ret que cursa Letras na USC já há dois anos. Com apenas 20 anos, ela já leciona para alunos da oitava série (9º Ano) de uma escola estadual em Bauru. Sempre feliz animada e cheia de energia ela encanta a todos. A equipe do blog Em Minha Opinião (E.M.O) quis conhecer um pouco mais sobre a vida de Lívia. Deem uma olhada:

E.M.O: Quando você iniciou a sua faculdade?
Lívia: Há um ano e já estou no segundo ano. Falta um ano para terminar.

E.M.O: Quantos anos você tinha quando começou a faculdade?
Lívia: 18 anos.

E.M.O: Por que você escolheu Letras?
Lívia: Porque ensinar é muito bom e melhor ainda é o resultado. Você vê que o aluno te traz um retorno.

E.M.O: Você pretende sair da cidade, dar aula fora?
Lívia: Sim, eu dou aula em Bauru para o 9º ano em uma escola do Estado.

E.M.O: Quais são seus objetivos?
Lívia: Pretendo dar aula para cursinho e... Não sei, o que vier a gente aceita, porque o ato de ensinar já me realiza.

E.M.O: Trabalhado aqui na escola, o que você tira de experiência na sua vida profissional?
Lívia: Eu já estou tendo uma experiência com os alunos que é o que vou enfrentar no dia a dia da licenciatura, e tem coisa que a gente não aprende na faculdade que é ter esse contato de conversa com os alunos, problemas que os alunos trazem de casa.

E.M.O: Você acha que o nível de alfabetização está baixo, alto ou estável?
Lívia: O desafio é muito grande, porque os alunos não tem mais vontade de estudar, os cursos técnicos e profissionalizantes estão muito em alta e eles param de estudar, eles não têm uma qualidade de ensino tão boa.

E.M.O: Você acha que o curso de Letras está bem valorizado?
Lívia: Não (risos), ninguém mais tem vontade de ser professor, porque está muito mal valorizado, mal remunerado. É uma profissão que não é bem vista hoje em dia no Brasil.

E.M.O: Você está preparada para isso?
Lívia: A gente não é preparada, a faculdade não prepara, essa é a verdade. A faculdade dá o conteúdo, só que ela não dá a parte prática.

E.M.O: E se a faculdade preparasse os alunos para lidar com a sala de aula?
Lívia: Ia ser muito melhor (risos). Eu sendo inspetora aprendi a realidade dos alunos. Tem horas que assumo a sala de aula e a gente vê a indiciplina, a falta de vontade dos alunos, a falta de respeito, então são problemas que a gente vai enfrentar, no dia de amanhã. E a gente tem que saber lidar com isso, e você vê se é isso mesmo que você vai querer, lecionar, e eu quero. Apesar desses problemas, é um desafio para mim.

E.M.O: Você espera que um dia isso mude? Você espera que a faculdade de Letras seja valorizada?
Lívia: Sim. Ainda está longe, uma que o salário influencia muito, as horas trabalhadas. Eu espero que seja valorizada logo, logo.

E.M.O: Aqui na escola, qual o nível de conhecimento que você dá para os professores? Você acha que os professores estão preparados para dar aula?
Lívia: Na verdade, o professor tem conteúdo, só que ele precisa de estratégias e de formas para passar o conteúdo para o aluno.

E.M.O: No pouco tempo que você está aqui na escola, você acha que algum aluno se inspira em você?
Lívia: Não sei. Eu sentiria uma alegria.


Meire vê como essencial a valorização dos professores: “A valorização atrairia profissionais interessados”




Com o Dia dos Professores próximo, o Grupo buscou entrevistar a professora Meire Cristina Fiuza Canal, de 44 anos, formada em Letras na Fundação Santo André. Atualmente lecionando na Escola Estadual Ephigênia Cardoso Machado Fortunato, começou sua carreira há 24 anos, em 2009 recebeu o Prêmio Professores do Brasil com o projeto que deu nome ao seu livro “De Carta Em Carta”, lançado dois anos após.
Aqui, Meire nos conta o que acha da profissão e sua importância para todos, além de comentar sobre seu livro e vida.

E.M.O: De onde e como surgiu a inspiração para se tornar professora?
Meire: As próprias professoras, desde pequena já as admirava.

E.M.O: Quem é a sua maior inspiração? De que modo?
Meire: Jesus Cristo, pelo jeito de agir, amar o próximo, se desprender das coisas.

E.M.O: Com a chegada do Dia do Professor você espera algo especial vindo de alunos ou nível geral, como exemplo valorização da profissão e consequentemente salário?
Meire: Não, com os 24 anos de experiência, eu não espero, faço isso porque quero que progridam; se hoje estou aqui fazendo isso é por causa da minha professora.

E.M.O: Qual a sua visão em relação ao papel do professor na educação, desde básica até a universitária.
Meire: Fundamental, acho que toda a tecnologia vai precisar do professor porque ele não ensina, mas motiva a aprender. Pena que alguns se tornam professores por “falta do que fazer”.

E.M.O: A valorização do professor é algo essencial para o país e seu futuro ou há outra prioridade?
Meire: É essencial, porque como dito antes uns tornam-se professores por falta de opção e a valorização atrairia profissionais interessados. As melhores escolas, com os melhores recursos, condições de trabalho, têm os melhores professores.

E.M.O: Em relação ao seu livro, “De carta em carta”, quais eram as expectativas e como você recebeu o livro?
Meire: Eu não tinha muita expectativa,pois ele não era um sonho meu, o convite aconteceu e quando ele ficou e pronto me ajudou a olhar para o meu trabalho.

E.M.O: Quais, você considera, como sua maior qualidade e defeito? Sua opinião sobre si própria.
Meire: Qualidade, sou organizada. Defeito, há vários, mas acho que o principal é ser autoritária.
Sou uma pessoa feliz, gosto da paz, por isso escolhi Jesus Cristo como inspiração, queria ser um pouco melhor.

As Fórmulas de Taísa

“Ah! eu dou todo o apoio pra que eles estudem, porque é que nem eu falo, se hoje sem uma faculdade já tá difícil imagina sem uma escola! ’’



Com um currículo de impressionar, a professora Taísa Andrea Sant'Ana, desempenha a função de professora de Matemática como ninguém. Graduada pela UNESP(Universidade do Estado de São Paulo) em 1988, ela é, e sempre foi uma inspiração para todos.Com sua paciência, ela agrada a todos os seus alunos, é querida por todos, e é claro, em 2014 não seria diferente. Veja abaixo uma entrevista que com grande ajuda de Natalia Ginizeli e Giovanna Oliveira,a realizamos. Ela conta como foi fazer a faculdade de Matemática, o curso que ela gostaria de ter feito, e muito mais.

E.M.O: Como foi fazer universidade na UNESP? Foi fácil, pela questão da acessibilidade naquela época?
Taísa: Foi ótimo. Não, só teve vestibular, não teve nada de financiamento se a gente quisesse. Mas a UNESP é Estadual, mas mesmo assim se tivesse, não tinha ENEM, não tinha nada, foi só pela nota do vestibular.


E.M.O: Você gosta de ser professora? Sempre foi seu sonho?

Taísa: Sim gosto. Não, no começo minha vontade era fazer Medicina, mas meus pais não tinham condição de pagar o curso, então eu fiz Matemática, que eu gostava também, e gosto!

E.M.O: Como você motiva seus filhos a estudar nos tempos de hoje?
Taísa: Ah! Eu dou todo o apoio pra que eles estudem, porque é que nem eu falo: se hoje sem uma faculdade já tá difícil imagina sem uma escola!

E.M.O: Você se considera uma pessoa de sorte por dar aula?
Taísa: Sim!

E.M.O: Você acha que o trabalho do professor é bem valorizado hoje em dia?
Taísa: Não, hoje não. Já foi muito valorizado, hoje já não é mais. Hoje você tem que fazer por amor, porque pelo salário...

E.M.O: Que cursos universitários você faria hoje? 
Taísa: Se eu tivesse oportunidade... Hoje pra entrar numa Medicina é muito difícil, eu tentaria fazer a Medicina.

E.M.O: O que você acha que os jovens precisam para melhorar questões pessoais e profissionais?
Taísa: Primeiro lugar o incentivo dos pais, eu acho que é o mais importante... E a vontade de estudar. E claro os pais incentivarem muito, aqui não tem isso, mas no Colégio Agrícola os pais levam o aluno lá e depois não voltam pra nada, não querem nem saber, então quer dizer que o filho fica lá três anos se virando sozinho, o filho só vai pra casa no final de semana.

E.M.O: Por que você resolveu fazer Matemática? Teve incentivo de alguém?
Taísa: Incentivo não. Resolvi fazer por gostar mesmo do curso, porque é como eu disse pra você minha vontade era fazer Medicina, mas como meus pais não tinham condição de pagar fiz a Matemática.

E.M.O: Quais sempre foram os seus objetivos? Você acha que você conseguiu tudo?
Taísa: Objetivos? Sempre foram estudar, ter uma profissão, casar, ter filhos... Ah sim... E agora o meu objetivo é estudar os filhos, um eu já consegui estudar, agora é estudar o mais novo.

E.M.O: Como você traçava suas metas? E quais são seus métodos para poder alcançá-las?
Taísa: Eu SEMPRE reservava horário, SEMPRE tinha... Eu estudava na parte da tarde quando eu fiz o ensino médio, então eu achei que sempre estudar a noite fosse mais fácil, eu achava que guardava mais as coisas, então eu chegava às seis horas, tomava banho, jantava e já pegava os cadernos pra estudar. Eu estudava TODA NOITE, era sagrado, e a parte de Exatas eu estudava com música, eu achava que com música eu conseguia gravar mais as coisas.

E.M.O: Você acha que seus alunos se inspiram em você por ser uma ótima professora? 
Taísa: Eu acho que sim. Eu já tive alunos que falaram que aprenderam a gostar de Matemática por causa de mim, escolheram ser professor por causa de mim, então isso pra mim, nossa é um ORGULHO! E vocês?

E.M.O: Eu me inspiro e muito. Não só em você mas em muitos professores, não só daqui da escola, mas como de outras escolas!


Espero que tenham gostado, e posso garantir a vocês, Taísa Andrea Sant'Ana, sempre foi o tipo de professora que se deve dar valor. Não só a ela, mas a todos os professores, um grande FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!!! 


Ô fera!

“Ô Fera!”, frase muito dita por Renato Passos.



Renato Dias dos Passos é um professor de Geografia e outras matérias da escola Ephigênia Cardoso Machado Fortunato. Com seus quarenta anos, ele conta um pouco sobre seu trabalho, sobre sua vida e também fala a respeito da sua formação como músico e sua banda, além de outras curiosidades a seu respeito.

E.M.O: Renato, quando você se interessou pela geografia?
Renato: Através do estudo da história, que estuda a ação do homem no tempo e sua natureza, foi preciso entender o local onde aconteciam esses fatos, me fazendo situar em áreas específicas do nosso espaço geográfico.

E.M.O: Onde se formou e quando começou a lecionar?
Renato: Formei-me na UNOPAR, Universidade Norte do Paraná e só comecei a lecionar em 2014, nas cidades de Bauru, Jaú e Bariri.

E.M.O: Ensina outra matéria? Qual?
Renato: Sim, filosofia, história e sociologia.

E.M.O: Sobre a música, quando começou seu interesse por ela?
Renato: Desde pequeno fui incentivado pela minha família, mas a partir dos onze anos comecei a tocar violão e profissionalmente com treze anos.

E.M.O: Que tipo de músicas gosta e qual nome de sua banda?
Renato: Gosto eclético, passando por todos os ritmos e estilos, com preferência para músicas pop rock internacional e nacional, a banda chama LUOC, Legião Urbana Original Cover.

E.M.O: Você tem alguém em quem se inspira?
Renato: Dentro da música há vários músicos e me inspiro nos que têm uma boa qualidade musical.

E.M.O: Algum sonho para realizar?
Renato: Basicamente continuar a fazer o que faço e sempre aprimorando.


Nenê e seu carisma

Então eu acho que ainda não sou uma inspiração, eu posso até ser um ponto de referência para poder estimulá-los ao estudo, mas não que eu seja a melhor, nunca serei.” Frase dita pela grande entrevistada.



Conhecida por ser uma ‘’mãezona’’ de todos os alunos, com seu jeito irreverente de dar suas aulas e seu carisma e simpatia, Nenê, professora de História da escola Ephigênia nos revela suas aspirações, seus desejos e um pouco mais de si mesma. Por ter essas qualidades, eu (Giovanna Oliveira), com ajuda de Matheus Henrique e Natália Ginizeli, fomos atrás de saber um pouco mais sobre A Professora Nenê.

E.M.O: Como foi fazer faculdade? Foi fácil pela questão de acessibilidade aos cursos?
Nenê: Não foi fácil, necessita muito estudo, dedicação e força de vontade. Adorei! Foi um novo horizonte que se abriu.

E.M.O: Você gosta de ser professora? Sempre foi seu sonho?
Nenê: Adoro, sempre foi o meu sonho.Sempre quis fazer História, desde criança.

E.M.O: Que cursos você faria nos tempos de hoje?
Nenê: Ah! Faria Turismo, Hotelaria e Ciências da computação.

E.M.O: Por que você resolveu fazer História?
Nenê: Na verdade, não foi incentivo não, na verdade eu tinha dificuldades com Exatas. Então eu tinha que escolher um curso que fosse mais com a minha cara, e como eu adoro a leitura até hoje e História exige muita leitura eu optei por História.

E.M.O: Você acha que seus alunos se inspiram em você? Se sim, o que você acha disso?
Nenê: Não sei se inspiram em mim por ser uma ótima professora, eu acho que ninguém é ótimo sabe, eu acho que nós estamos na troca de conhecimentos entre professor e aluno, na eterna troca de conhecimento. Então eu acho que ainda não sou uma inspiração, eu posso até ser um ponto de referência para poder estimulá-los ao estudo, mas não que eu seja a melhor, nunca serei. Eu acho muito importante, porque na minha época eu não tive quem me desse um ponto de referência, eu quero pelo menos tentar sanar isso, poder contribuir isso com meus alunos.


“(...) ATÉ PORQUE SE ESPELHAR, É PRA ESPELHO (...)”

“Antes de tudo, não sou professora de Português pra não ter erro...”


A frase-título dessa entrevista foi dita pela Professora Priscila, ela que é formada pela Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro, desempenha papel triplo, professora, psicóloga e mais que isso, uma grande amiga de todos. Com uma forma única de mostrar seus pensamentos e passar suas ideias, ela nos mostra como é ótimo o ato de Filosofar. Professora de Filosofia e Sociologia na Rede Estadual de Ensino, ela nos conta um pouco mais sobre ela e seus pensamentos.

E.M.O: Priscila, por que você resolveu dar aula?
Priscila: Eu fiz faculdade de Psicologia, só que fiz, Psicologia com formação pra Psicólogo, licenciatura e o bacharelado. Eu sempre trabalhei na área de R.H, Recursos Humanos. Eu comecei a dar aula, quando eu voltei pra cá [em Bariri], eu comecei dar aula quando eu voltei a morar aqui.

E.M.O: Faz quanto tempo já que você dá aula?
Priscila: 10 anos.

E.M.O: Foram 10 anos bons?
Priscila: Excelentes!! Cada ano melhor, cada ano jovem diferente com cabeça diferente, sempre melhor, graças a Deus.

E.M.O: Você acha que a mentalidade dos jovens de 10 anos atrás mudou?
Priscila: Não é que mudou ou piorou. Tem a transformação, graças a Deus que tem a transformação, porque somos seres mutantes, vivemos em mutação, o que acontece é que a informação ta mais rápida, por causa do avanço da internet, tecnologia.

E.M.O: Em relação à faculdade, como é que foi fazer? Qual o nome da faculdade?
Priscila: AH! Eu não fiz faculdade, eu fiz universidade. Na Universidade Santa Úrsula do Rio de Janeiro. Eu sempre queria estudar Antropologia, mas minha mãe dizia que não era profissão de mulher. Como eu não pude estudar Antropologia, fui para Psicologia e gostei, e gosto até hoje. Estudo, reciclo, faço parte de palestras, várias coisas.

E.M.O: Você acha que seus alunos, desde 10 anos atrás, se inspiram em você?
Priscila: Olha não sei e também não essa a minha ideia. A minha ideia e meu papel principal, tanto que eu dou Sociologia e Filosofia, é sempre estar ao LADO do aluno. Nunca na frente pra ele me seguir, na frente, a posição de frente eu só uso em sala de aula para poder verbalizar. Mas o meu intuito como pessoa e professor, é sempre estar ao LADO do aluno, às vezes atrás, empurrando ele. Ou às vezes no colo, pegando ele. Mas na frente nunca, não quero que ninguém me siga, eu quero ser útil para alguém, entendeu a diferença? Tem professor que gosta que o aluno... Eu tô na “Roda Vida” pra isso, não pro o aluno se espelhar em mim, até porque espelhar é pra espelho.

E.M.O: Você traçou os seus objetivos? Como você conseguiu alcançá-los?
Priscila: Traçar, eu tracei, só que a gente não pode tratar de vida no passado. A vida é o presente, então todo o dia, toda a hora, temos que traçar coisas novas, até porque vivemos uma socialização secundária onde a gente tem que se adaptar aos grupos que vivemos. Então “ah! Eu tracei uma meta de vida?”, não, temos que o tempo todo buscar alguma coisa. A pessoa que traçou ela fica parada, o objetivo do viver nosso, é conquistar todo o dia alguma coisa nova.

E.M.O: Que faculdade você faria hoje?
Priscila: Antropologia [com entusiasmo] sem dúvida! Antropologia, e se eu gostasse de ler, eu acho que me daria bem em Direito.


Diogo e Profissão

Matando curiosidades sobre o incrível Diogo Oliveira


Diogo, Professor de Física e o famoso crânio da escola, nos responde algumas perguntas sobre sua profissão. Feita por um dos integrantes da equipe do blog, Nelson Cesar, juntamente com a ajuda de Matheus Henrique, Natalia Ginizeli e Giovanna Oliveira.

E.M.O: O que você acha da qualidade de ensino?
Diogo: Em relação a nossa escola, o ensino se mostra de maneira razoável, podendo ser melhor caso os alunos participem mais das atividades. Não é o ideal ainda, mas pode melhorar sempre.

E.M.O: O que te levou a fazer a faculdade de Física?
Diogo: O que me levou a cursar um curso superior de Física foi ter mais facilidade em Matemática, além de ser um curso que não é muito conhecido no país, sendo pra mim um desafio pessoal.

E.M.O: Você gosta de lecionar?
Diogo: Quando eu tenho alunos que me respeitem, que fiquem em seus devidos lugares, que se portam como alunos decentes eu tenho um prazer enorme de lecionar, eu quero alunos que aprendam, que saibam valorizar o ensino, que procurem novas formas de obter conhecimento e que não parem de frequentar  a escola, porque a escola é uma base muito importante, só que não é tudo. A escola é uma orientação, mas não uma formação plena, eu aprendi muito mais estudando sozinho em casa do que propriamente na escola.

E.M.O: Há quantos anos o senhor leciona? Mudou alguma coisa no ensino?
Diogo: 10 anos e dois meses. Eu entrei em Agosto de 2004 e estou aqui hoje em 2014. Sim, o ensino mudou, atualização, novos modos de pensar, novos modos de ensinar, de aprender, também têm novos perfis de alunos, nós trabalhamos no geral com alunos que têm problemas familiares, com dilemas a serem enfrentados, mas é uma média, e ainda vejo que temos alunos que ainda têm problemas de aprendizagem porque têm problemas pessoais e intelectuais a serem ainda enfrentados e vencidos.

E.M.O: Como você traçava suas metas na escola ?
Diogo: Eu procurava e ainda procuro viver um dia por vez, nada de planos muito a longo prazo, e sim a médio e curto prazo, precisamos sempre focar o presente, mas sempre construir o futuro com isso. Devemos ter sempre grandes sonhos, só que pra isso precisamos cumprir um passo por dia, cada etapa por vez de acordo com o seu alcance próximo. Grandes sonhos são aqueles que se constroem com um passo por vez.

E.M.O: Quais são seus objetivos?
Diogo: Meus objetivos são de conseguir, aos poucos, colocar em meus alunos os valores pelos quais guiam a minha vida, e também procurar ser uma pessoa que ajude tanto como professor como ser humano, meus sonhos pessoais são esses e profissional é poder um dia ser professor da universidade. E que se um dia eu desafiar a mim mesmo nessa meta, eu irei correr atrás com muita garra, até conseguir.

E.M.O: Você acha que seus alunos se inspiram em você?
Diogo: Aqueles que são responsáveis querem levar a sério os estudos, o ensino e a aprendizagem sim.


A magia por trás de um caderno de desenho

“Além de demonstrar carinho pelo que faz, ela nos conta toda sua trajetória em seu caminho artístico.”


Arte não é só o que sua mãe te diz para não fazer! E isso quem nos comprova é a experiente professora Rosângela. Já conhecida por todos na escola Ephigênia, sua aula além de ser gostosa de ter, nos ensina o que a verdadeira Arte.

E.M.O: Rô, o que você acha da qualidade de ensino?
Rosângela: Péssima. Acho que os alunos hoje não saem da escola sabendo, eles são empurrados e cada dia menos interesse.

E.M.O: O que falta para que o aluno saia com conhecimento?
Rosângela: Mudar a qualidade das aulas. Usar mais a tecnologia, porque o mundo dos jovens nessa geração é a tecnologia.

E.M.O: O que te levou a fazer faculdade de Arte?
Rosângela: Eu sempre gostei muito de desenhar, de pintar.

E.M.O: Você gosta de lecionar?
Rosângela: Gosto! Tudo o que eu faço eu faço com amor, com vontade. Eu não venho dar aula para falar “Ah, hoje eu não vou dar aula porque não estou com vontade”.

E.M.O: Quais dicas você daria para os jovens para que eles queiram estudar mais e queiram crescer na vida?
Rosângela: Hoje sem estudo não vai a lugar algum. Eu, por exemplo, era de uma família bem de classe média baixa e hoje estou onde estou graças ao estudo que eu tive. Não que meu pai teve condições, mas a gente lutou para estar aqui hoje. O apoio da família também é muito importante.

E.M.O: Você acha que falta incentivo da parte dos pais dos alunos?
Rosângela: Bastante, porque hoje, por exemplo, têm pais que nunca compareceram a uma reunião escolar do filho, eu acho que falta muito esse incentivo da família.

E.M.O: O que você tira de experiência dando aula?
Rosângela: A gente cresce bastante. Cresce e amadurece, nós vemos que o estudo ajuda muito na vida da gente, tanto quanto intelectual como financeiro, ajuda muito!
E.M.O: Seu sonho sempre foi ser professora?
Rosângela: Sempre foi. Desde pequenininha, quando eu estudava na escola rural, eu brincava de escolinha e depois tivemos oportunidade de vir para a cidade. Eu tive um professor de inglês que apoiou muito nessa parte.

E.M.O: Que curso universitário você faria agora?
Rosângela: Eu faria de Letras. Eu gosto dessa área também.

E.M.O: Você acha que algum aluno de inspira em você?
Rosângela: Sim, eu tenho, por exemplo, o Marcio que é professor de Arte e a Adeline que também é professora de Arte, eles me disseram que só viraram professores por minha causa.

E.M.O: Quais sempre foram seus objetivos?
Rosângela: Trabalhar melhor para os alunos. Eu não tenho filhos, mas eu sinto meus alunos como meus filhos e quero muito que eles tenham o melhor e que cresçam na vida.




Carlos e o esporte

Professor de Educação Física do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, Carlos  conta-nos um pouco sobre sua experiência em educação.


E.M.O: Em quais lugares você já trabalhou como professor?
Carlos: Antes de lecionar em escolas, trabalhei em academias esportivas.

E.M.O: Sempre trabalhou em Bariri?
Carlos: Eu sou de Pederneiras e já dei aula em minha cidade.

E.M.O: O que você pensa da educação nos dias de hoje?
Carlos: Penso que poderia ser bem melhor. Falta mais disciplina e vontade de aprender.


Regiane e suas “Químicas”

Paciência, vontade, 24 anos de experiências, erros e muito conhecimento.



Com uma experiência de 24 anos em sala de aula, Regiane, professora de Química, graduada pela USC de Bauru em 1990, estudou por quatro anos, além de ter sido homenageada por ter sido a primeira de sua turma, ainda se surpreende em sala de aula e garantimos a todos vocês, leitores deste blog, ela se emociona com cada aluno e cada sala que “passa pelas suas mãos”. Confira a baixo uma das poucas entrevistas, feitas com ela, pela equipe do blog E.M.O.

E.M.O: Há quanto você leciona?
Regiane: Dia 19 de Setembro deste ano (2014), completei 24 anos [que leciono].

E.M.O:  Você acha que o incentivo aos alunos está melhor? Com relação ao incentivo dos pais e dos professores.
Regiane: Não, são poucos os pais que valorizam os estudos, pelo que percebo. Não são todos, acredito que todos gostariam, mas eu não sei se é pela sociedade mesmo, pelo tipo de sociedade que temos hoje, que não tem mais o incentivo como no passado.

E.M.O: Você acha que essa falta de incentivo seria pela questão da acessibilidade aos estudos?
Regiane: Não. Os estudos, hoje, são para todos, o estudo hoje é obrigatório a todos os alunos. Sem contar os programas Pós-E.M [Ensino Médio], ENEM, SISU, FIES, PROUNI... Então, são muitos os incentivos, mas, às vezes, o aluno não tem a família apoiando por trás.

E.M.O: Voltando há 24 anos, no seu primeiro ano que você lecionou. Como é que foi? Você gostou tanto que é por isso que dá aulas até hoje?
Regiane: Amei! A gente ensinava muito e os alunos eram muito receptivos. Era muito gostoso, respeito, as brincadeiras eram saudáveis, não tinham brincadeiras maldosas.

E.M.O: Quais as dicas você daria para nós jovens, por exemplo, como despertar mais o amor pelo estudo.
Regiane: Hoje a gente vê que a situação de vida está muito difícil, e sem estudo é pior ainda. Eu vejo assim, por exemplo, uma pessoa que trabalha no supermercado não tem uma projeção de subir na vida. Se acomoda, acha que ganhando um salário mínimo está bom, e se acomoda mas não é assim. Nós professores, tentamos mostrar para vocês o quão importante são os estudos.

E.M.O: Você tem algum sonho que não realizou ainda?
Regiane: Olha... O que eu percebo, é que os alunos fazem uma ligeira bagunça, porque eles não sabem Química. Tem aluno que não sabe nada, absolutamente nada de Química. Então qual é a saída? Bagunçar. O meu sonho é que eles aprendessem e tivessem um interesse pela minha matéria. Quando um aluno resolve fazer Química, eu me realizo. Porque eu percebo assim, ou ama ou odeia Química.

E.M.O: Que outra faculdade você faria?
Regiane: Eu fiz, terminei agora em 2013, uma faculdade online de Artes Visuais. Eu faria também, odontologia. Mas depois de anos, fazendo Artes Visuais, percebi que não tenho habilidades manuais. Como que vou fazer odontologia se não tenho habilidades manuais? (Risos).

E.M.O: Em uma outra conversa [nos bastidores da reportagem], eu perguntei o que você acharia que se um aluno chegasse para você e falasse: “Eu me inspiro em você!”, você respondeu que se sentiria honrada. Por que você se sentiria honrada?
Regiane: Porque é sinal de que eu estou transmitindo algo de bom. É aquilo que eu comentei já aqui na entrevista, quando o aluno resolve fazer Química eu tenho vontade de pegar no colo. Dá vontade de fazer festa, porque é sinal de que está se inspirando em mim. Eu já tive alunas, que queriam fazer Química e disseram que iriam fazer [o curso de Química] só para tirar o meu lugar [risos].


Márcia e sua escolha desde sempre

“Sempre fui professora, desde que me entendo por gente...”




Professora Márcia Cruz diz que sempre gostou de ser professora e conta mais sobre sua profissão de Professora de Biologia da escola Ephigênia.

E.M.O: Por que você escolheu a Biologia?
Márcia: Porque eu gostava muito de genética no colegial, isso me direcionou.

E.M.O: Quais ou qual parte você mais gostava de estudar na faculdade? E as que menos gostava?
Márcia: Eu gostava mais da parte prática de todas as matérias, mas eu gostava menos da teoria de fisiologia animal.

E.M.O: Quantos anos você leciona?
Márcia: Eu leciono há 27 anos.

E.M.O: Em quantas escolas você já lecionou?
Márcia: Já lecionei em 12 escolas.

E.M.O: Atualmente leciona em quantas escolas?
Márcia: Atualmente leciono em duas escolas.

E.M.O: Quanto tempo você leciona na escola Ephigênia?
Márcia: Eu leciono na escola Ephigênia há três anos.

E.M.O: Você gosta da sua profissão?
Márcia: Sim gosto, muito!

E.M.O: Quando começou a se interessar por Biologia?
Márcia: Comecei a me interessar por Biologia no colegial.

E.M.O: E quando decidiu a sua profissão, foi fácil ou difícil?
Márcia: Foi tão natural, porque desde pequena já tinha essa opinião, pois quando criança já brincava de escolinha e no colegial fazia grupo de estudo, sempre fui professora.


Um pouco de cada vida

Entrevistamos três professores da rede Estadual de educação, Ana Paula Frigato (7 anos exercendo), Renato Dias dos Passos (1 ano exercendo) e Silmara Forcin (18 anos exercendo), sociologia, geografia e matemática, respectivamente. Os três nos responderam as mesmas perguntas de como "aconteceu" sua carreira, seu maior medo na sala de aula e sua opinião do que falta para a educação do Brasil melhorar. 


Professora Silmara
E.M.O: Como você chegou a conclusão de que queria seguir a carreira de professor (a)? Foi planejado ou foi por acaso?
ANA PAULA - Foi planejado. O despertar do conhecimento foi me apresentado por minha antiga professora de história do terceiro colégio, após um trabalho expositivo sobre a ditadura militar.
RENATO - Após dez anos na prefeitura trabalhando no setor da educação, os professores que já exerciam na rede municipal de educação acharam interessante um trabalho meu sobre a história de Bariri, muitos me indicaram para repassar os conhecimentos aos alunos. Foi um acaso. 
SILMARA - Não era a minha opção ser professora. Sempre quis fazer engenharia civil. Como há 20 anos não havia tanto incentivo financeiro, eu optei por fazer uma faculdade no período noturno, pois precisava trabalhar para cobrir meus gastos. 

E.M.O: Qual a dica que o (a) senhor (a) dá para que os jovens, ou até mesmo adultos que querem seguir essa profissão? 
ANA PAULA - Ter dedicação, prazer pela sua profissão e paciência.
RENATO - Quando somos jovens temos a sensação de que seremos eternos, conforme o tempo vai passando a maturidade vai surgindo e temos a sensação de que essa experiência deve ser passada para os mais jovens que é o papel do professor, transmitir as informações aos alunos, tornando-os sujeitos reflexivos. 
SILMARA - Em primeiro lugar você tem que gostar de dividir o que você sabe com alguém e ter facilidade de relacionamento, respeitar as diferenças. 

E.M.O: Se tivesse tempo, havia outra faculdade? Qual?
ANA PAULA - Sim, eu gostaria de fazer mestrado na área da educação.
RENATO - Sim, havia várias, como sociologia e filosofia. 
SILMARA - Sim, ainda penso em engenharia civil. 


Professora Ana Paula
E.M.O: Qual seu hobby favorito? Ele te ajuda no planejamento de algumas aulas?
ANA PAULA - Escutar música. Sim, em determinadas canções consigo pensar conscientemente sobre a relação de vivência na sociedade brasileira retratados nos gêneros musicais.
RENATO - A música. Através da harmonização e da melodia posso ajudar as pessoas a viver melhor em comunidade. 
SILMARA -  Assistir filmes, filmes que me trazem lições de convivência, para um bom relacionamento, e filmes que entendem a ser humano.

E.M.O: Para você, o que o Brasil precisa para que a Educação melhore? 
ANA PAULA - A reformulação por completo da educação, planejamento, bom desempenho administrativo, planejamento e os governantes visando à educação como prioridade.
RENATO - Investir na educação básica, um investimento em massa.
SILMARA - Precisa conscientizar as pessoas de que é preciso mudar, e essa mudança tem que ser feita através da educação.

E.M.O: Como você concilia seu trabalho com sua família e seu hobby?
ANA PAULA - Com planejamento, e o meu hobby às vezes como diversão que me leva a desestressar (risos).
RENATO - O pouco tempo livre dedico à família e atividades do cotidiano. Alguns passeios como lazer.
SILMARA -Tento separar as coisas, trabalho é trabalho, em casa minha família.

E.M.O: No começo, quando o (a) senhor (a) entrou em uma sala de aula pela primeira vez, qual foi a maior dificuldade? 
ANA PAULA - A indisciplina. Ênfase na faculdade não aprende a se controlar os alunos. 
RENATO - Segurar a ansiedade, conter a ansiedade. 

SILMARA - No começo a falta de experiência em como agir em determinadas situações e até hoje é fazer o aluno perceber que aquilo é importante e necessário naquele momento.


A Paixão de Angela

Angela Maria Marquezin Bortholazzi, tem 49 anos e é professora de Arte. Gosta muito do que faz.. Angela é mãe de Gabriela Marquezin, aluna do 1ª A, para quem concedeu esta entrevista.


            E.M.O: Quando você estava estudando no ensino médio, já sabia o que queria ser?
            Angela: Eu gostava muito de Matemática por influência do meu irmão, mas a paixão pela Arte foi maior.

E.M.O:  Como você descobriu que gostaria de ser professora?
Angela: Foi por acaso, quando entrei na faculdade pensei que sairia de lá artista, mas no 3º ano me chamaram para dar aula e foi assim que comecei e estou até hoje.

E.M.O: Em que faculdade você estudou?
Angela: Na UB (Universidade de Bauru), hoje UNESP.

E.M.O:  Quantos anos você tem de profissão?
Angela: Estou trabalhando há 26 anos como professora de Arte.


E.M.O:  Qual a série/idade de seus alunos?
Angela: Trabalho com os alunos do 2º ano (7 anos) ao 9º ano (14 anos).

E.M.O:  Você gosta da sua profissão?
Angela: Sim, amo o que eu faço. É gratificante quando estou chegando na escola e os alunos de séries iniciais vem correndo me abraçar e beijar, pedir para ajudar a carregar o meu material. Sinto que eles ficam ansiosos para saber se tem aula comigo no dia. Me sinto realizada quando eles veem alguma coisa na TV que eu já havia falado e eles vêm correndo contar o que viram. É aí que percebo que eles aprenderam.


Um pouco mais sobre a direção desse grupo de professores

“Temos que ser persistentes e gostar daquilo que fazemos..’’



A diretora da escola Ephigênia, Ana Fabíola, está no comando da escola há muitos anos e nos conta um pouco mais sobre como alcançou esse cargo, e, além disso, um pouco sobre a sua formação. Acompanhe:

E.M.O: Há quanto tempo você lecionou?
Fabíola: Lecionei por 20 anos. Como PEBI na Escola Euclydes Moreira da Silva e PEBII de Português na Escola Ephigênia.

E.M.O: Você é formada em que?
Fabíola: Sou formada em Letras, com mestrado em Linguística. Tenho também Pedagogia e especialização em alfabetização.

E.M.O: Como você chegou à direção de uma escola?
Fabíola: Cheguei à direção após vários anos como vice-diretora. Com a aposentadoria da ex-diretora, fui à escolha de vagas a D.E e como tinha muitos pontos, tive a oportunidade de me tornar diretora aqui.



E.M.O: Como você conseguiu alcançar seus objetivos?
Fabíola: Estudando bastante e me esforçando, pois nada é fácil! Temos que ser persistentes e gostar daquilo que fazemos, daí com certeza tudo dá certo.

E.M.O: Os seus pais eram participativos na sua vida escolar? Que tipo de incentivo você recebia?
Fabíola: Sim, meus pais sempre foram muito participativos na minha vida escolar. Meus pais também são professores e minha mãe foi por muitos anos diretora da escola Euclydes, e minha irmã, Taísa, professora de Geografia.



E.M.O: O que você acha e diria para os jovens de hoje terem mais vontade e não desistirem dos estudos?
Fabíola: Diria que estudar é uma oportunidade de crescimento e realização de nossos sonhos. Gostaria que todos levassem a sério os estudos.

E.M.O: O que você tira de experiência como diretora e professora?
Fabíola: As experiências são muitas e cada dia me realizo mais na minha profissão. O contato com os jovens me faz muito feliz. Tenho muito amor por todos vocês, e desejo que sejam muito realizados e felizes em suas vidas!

E.M.O: O que você acha das propostas educacionais oferecidas pelo governo? Você acredita que pode melhorar?
Fabíola: Acredito nas melhorias sim e também nas propostas. No nosso tempo de estudo, não tínhamos muitas oportunidades e apoio do governo. Hoje o material didático que vocês recebem é riquíssimo. Os simulados, recuperações, grupos de estudos são todos direcionados para a melhoria da qualidade dos estudos, nos educando com o objetivo de que cada vez mais os alunos tenham acima a faculdade e se utilizem dos programas que o governo oferece beneficiando a todos.

E.M.O: Você já teve alunos, na época em que você dava aulas, que disseram que você foi um ponto de referência para o futuro deles? Como você se sente sobre isso?
Fabíola: Sim, tive muitos alunos que se espelharam em mim e se formaram professor. A Márcia (coordenadora) foi minha aluna e tenho certeza de que pude contribuir para sua formação e qualificação profissional. Hoje, trabalhar com ela é motivo de muito orgulho para mim.


Deixamos para o final uma carinhosa mensagem a todos os professores:

“Professor! Você que aprendeu a sonhar. E sonhando torna seus dias menos breves e mais intensos, felicidades e nosso muito obrigado neste 15 de Outubro, Dia do Professor.”

Alunos da 1ª Série Do Ensino Médio da
Escola Estadual Ephigênia Cardoso Machado Fortunato.


Um comentário:

  1. Que demais! Adorei saber um pouquinho mais da vida de cada um dos colegas de profissão e de vida, né? Alunos e professora Meire, parabéns pelo trabalho. Amei minha descrição, hahahaha. THANK YOU ALL!!!!!

    Vocês são muito especiais! <3

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