O que pensam alguns jovens sobre a eutanásia?
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| Mural de textos: Eutanásia: sim ou não? |
Quebrando o tabu
Muito embora a eutanásia seja um assunto bastante polêmico e controverso, é inegável que a prática da mesma seja um direito de todo ser humano.
Primeiramente é preciso entender que, a eutanásia não apoia nem defende a morte em si, apenas faz uma reflexão de uma morte mais suave e menos dolorosa, que algumas pessoas optam por ter, em vez de uma morte lenta e sofrida. Ou seja, é mais humano praticá-la do que forçar o doente a viver uma vida de sofrimento insuportável.
Os objetores da eutanásia são, em sua maioria, religiosos que alegam vigorosamente que Deus é quem nos dá a vida, portanto só ele pode escolher o momento certo para a morte. Entretanto, para aqueles que utilizam desse argumento, é necessário ressaltar então que Deus criou o homem como ser inteligente e livre. Desta forma, não lhe pode ser negado o direito de escolher a forma e o dia de sua morte em casos extremos de sofrimento. Para muitos doentes crentes em Deus, a vida depois da morte, pode não ser vista como um fim, mas sim como um começo de vida melhor. Além do mais, vale ressaltar que o Brasil é um Estado laico, do qual suas leis não devem ser baseadas em argumentos religiosos.
Há quem diga que todo ser humano tem o privilégio de viver, e que ninguém, em circunstância alguma, deverá usurpar esse direito. Pois bem, analise a palavra "viver" , você realmente acha que uma pessoa que está predestinada a passar o resto de sua vida em uma cama está vivendo? Não é preciso pensar muito para termos um "não" como resposta. Sendo assim, a eutanásia não é a usurpação da vida, e sim a antecipação de uma morte que já estava prevista para acontecer, só que desta vez, de forma digna e sem sofrimentos.
Diante desse contexto, é inegável o fato de que a eutanásia seja a melhor solução para aqueles que preferem uma morte menos deplorável. Incontestavelmente, há exceções, das quais o doente após anos em coma se recupera, porém, cabe lembrar que são apenas exceções, e leis não podem ser baseadas em fatos isolados. Sendo assim, não há argumento forte o suficiente para justificar a não aceitação da eutanásia no Brasil.
Débora Bianco
Transgressão ou morte boa?
A Eutanásia sempre gerou muita polêmica, principalmente no Brasil. A palavra eutanásia traz sua construção semântica dividida em “Eu” que significa boa e “Thanatos”, que significa morte, de forma que a palavra num todo diz boa morte, piedosa, altruísta, caridosa.
Mas a leis e normas, em que são baseadas em princípios e fundamentais previsto no artigo 5 da Constituição Federal, onde é preservado o direito a vida, ou seja, ela resguarda o ciclo natural da vida de qualquer ser vivo.
Além disso, é evidente a precariedade dos hospitais no Brasil, em consequência, iriam usar a Eutanásia de forma ilícita e imoral para desafogamento dos leitos hospitalares.
Com a legalização da mesma, poderá ocorrer o “turismo da morte”, do mesmo modo em que tem acontecido na Suíça, fato que faz com que o país tenha uma má fama, afastando turista, de tal modo gerando o desemprego e diminuindo a economia do local.
Em vista disso, o melhor a se fazer é não aceitar a legalização da Eutanásia, pois ela envolve uma série de mudanças, não só na legislação, mas em hospitais também.
Carolina Moço
Eutanásia
A eutanásia é o ato cometido com o propósito de
acelerar a morte de pacientes em estado terminal, e com doenças incuráveis.
Este método é usado em alguns países como Holanda e Bélgica. Ao contrário
desses países, o Brasil considera a eutanásia um crime, entendendo-a como crime
de homicídio.
Ao olhar de muitas pessoas, a eutanásia é um jeito
de acabar com o sofrimento dos pacientes. Diferentemente de religiosos, que argumentam que a vida é uma dádiva divina, sobre a qual nenhum ser humano tem
direito de cessá-la. Essa é uma das razões deste assunto ser um verdadeiro tabu
atualmente.
A eutanásia pode ser um problema em
certos pontos de vista, como os médicos matarem enfermos para liberar leitos,
ou pacientes serem mortos por interesses econômicos de seus herdeiros. Entretanto,
também pode ser uma forma de libertá-las do sofrimento.
Além disso, é um modo de o paciente
morrer dignamente, de maneira indolor. A eutanásia é um pretexto para se lidar
mais humanamente com o sofrimento prolongado. É mais humano praticá-la do que
forçar o doente a viver uma vida de sofrimento insuportável.
Rubem Alves escreveu, para a Folha, dois belos artigos em defesa do direito à
eutanásia voluntária. Segundo ele, "como um instrumento musical, a vida só
vale a pena ser vivida enquanto o corpo for capaz de produzir música, ainda que
seja a de um simples sorriso".
Um dos exemplos da eutanásia é Vincent Humbert, um jovem de 20 anos, teve um grave acidente de
automóvel em 2000, do qual resultou um coma que durou nove meses. De seguido
foi-lhe diagnosticado que se encontrava tetraplégico, cego e surdo, sendo o
único movimento corporal o seu polegar direito, com o qual comunicava. Deste
modo, solicitava aos médicos a prática da eutanásia. No entanto foi-lhe
recusada, pois na França a eutanásia é ilegal. Vincent pede ajuda à mãe para matá-lo,
com o auxílio do médico. Após a situação, a mãe de Vincent foi presa. Vincent
escreve um livro com o seu polegar, de 188 páginas, intitulado “Eu peço-vos o
direito de morrer”.
Este é um assunto complicado de
discutir, porém ajudaria muitas pessoas a morrerem dignamente. Seria mais fácil
se fosse autorizada pelo governo, de forma organizada. A morte pela eutanásia
nada mais é do que cessar com o sofrimento do próximo, deveríamos ver como um
ato de “compaixão”, livrando pessoas de um sofrimento desmerecido.
Amanda Salomão
Eutanásia,
direito do ser Humano ou Não?
O ser humano não tem direito de decidir a hora da
morte, pois a vida do ser humano tem alguns ciclos e homem nenhum tem direito
de interrompê-lo, ciclos esses que são nascimento, desenvolvimento, reprodução,
velhice e a morte.
Em primeiro lugar a eutanásia a lei do homem, pois
ele interrompe o ciclo da vida e a eutanásia nada mais é um suicídio em que a
pessoa assina um documento em que ela ao invés de enfrentar os seus problemas
de saúde, escolhe o modo mais fácil que é a morte.
Em segundo lugar o documento em que autoriza a
pessoa em caso de coma ou algo do tipo, pode ter sido assinado em momentos de
problemas emocionas como depressão e se depois de um tempo quem assinou o
documento quiser voltar atrás, quiser lutar pela vida.
Por fim, todos têm direito de ir e vir, mas tem que
ter consciência ao interromper sua vida por qualquer sejam os motivos, não
estará prejudicando apenas sua vida, mas estará prejudicando toda uma família.
Mayara 2ºB
Morte por Escolha
Eutanásia, tema que está causando muita celeuma
atualmente. O sentido da eutanásia implica uma morte suave e indolor,é
suportada pela teoria que defende o direito do doente incurável de pôr fim a
vida quando sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos e psíquicos.A prática da
eutanásia é um direito do ser humano.
Em primeiro lugar, a eutanásia é um assunto muito
amplo e complexo cheio de opiniões divergentes, e há vários motivos que
resultam em sua prática como, a eutanásia eugênica (quando o paciente serve
como ameaça a outros),e a eutanásia econômica (quando o tratamento é muito
caro),mas o que a mais implica,é causar fim aos sofrimentos de pacientes
terminais.
Além disso, de acordo com a Declaração dos Direitos
Humanos todos temos direito a termos nossas próprias escolhas, e esse direito
engloba, também,o direto de podermos escolher por fim a nossos sofrimentos intermináveis quando
impossíveis de combatê-los. Este foi o caso da Americana Brittany Maynard, que
mudando-se para Oregon, optou por morrer, após diagnóstico de câncer.O estado é
pioneiro na aprovação da lei que permite o suicídio assistido.
Entretanto, o primeiro país que legalizou a prática
da eutanásia foi a Holanda, em 2002, após instaurar várias condições. Para a
decisão, o paciente deve estar em total consciência, ser portador de alguma
doença incurável e de dores insuportáveis. A Bélgica seguiu os passos da
Holanda no mesmo ano, já a Suíça seguiu uma legislação parecida com a da
Alemanha, só que menos rigorosa.
O ser humano tem direito de decidir se deve ou não
viver sofrendo até que a morte chegue naturalmente, temos o direito de viver ou
morrer com dignidade, tendo consciência de nosso estado de saúde. A eutanásia
deve ser legalizada, tendo uma base sólida, composta por elementos que evitem
as falhas humanas, ou seja, que seja aplicada somente em pacientes desenganados
e sem alguma esperança.
Maria Eduarda Serafim
O Ser
Humano Tem Direito De Decidir Sobre A Hora Da Morte?
Qualquer pessoa tem o direito de escolher se quer
viver ou morrer, não só porque tem uma enfermidade incurável.
Pessoas com alta depressão que já desistiram de
viver, também deveriam ser autorizadas a praticar a eutanásia.
Um assunto como a eutanásia não deveria ser visto
como um tabu, qualquer um dos cientistas não podem afirmar com 100% de certeza
que a morte é uma coisa horrível.
Vários países já adotaram essa prática, com pessoas
em estados terminais.
Nenhum ser humano tem o direito de escolher se
alguém vive ou morre, quem escolhe pela morte já sabe de tudo que está abrindo
mão, e também se for pra viver condenado é melhor não viver.
P.C.
Morte
apropriada
A eutanásia é algo recorrente desde a época das
guerras, em Roma, ou até mesmo no período dos índios brasileiros. Sendo sempre
evoluída e chegando até os dias atuais se tornando um direito do ser humano.
Algo tão importante que tornou uma definição, a
eutanásia que vem do grego, é traduzida como “boa morte” ou “morte apropriada”,
ou seja, só demonstra como cada um tem o direito de escolher o momento e como
vai ter essa desejada morte sem dor.
Além disso, existem países como a Holanda, os
Estados Unidos, Suíça e Alemanha que efetuam a prática da eutanásia ou o
suicídio assistido, admitindo de que esse processo é favorável em vários países
e mostrando a eficiência se feito da maneira correta.
Há quem diga que a eutanásia não deve ocorrer,
porque a pessoa pode melhorar até mesmo acordar, entretanto esses são poucos
casos, subjetivos, desta forma existem mais casos da eficiência de uma morte
sem dor do que acontecimentos que ocorreram a melhora entre pacientes em estado
terminal.
Logo, com a eutanásia sendo aplicada da maneira
correta e acontecendo um maior rigor nas leis para que não vire algo
prejudicial, deve existir a morte apropriada.
Marina Fiuza Canal
Marina Fiuza Canal 1º A


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