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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eutanásia: a favor ou contra?

O que pensam alguns jovens sobre a eutanásia?




Mural de textos: Eutanásia: sim ou não?






Quebrando o tabu



Muito embora a eutanásia seja um assunto bastante polêmico e controverso, é inegável que a prática da mesma seja um direito de todo ser humano.


Primeiramente é preciso entender que, a eutanásia não apoia nem defende a morte em si, apenas faz uma reflexão de uma morte mais suave e menos dolorosa, que algumas pessoas optam por ter, em vez de uma morte lenta e sofrida. Ou seja, é mais humano praticá-la do que forçar o doente a viver uma vida de sofrimento insuportável.
Os objetores da eutanásia são, em sua maioria, religiosos que alegam vigorosamente que Deus é quem nos dá a vida, portanto só ele pode escolher o momento certo para a morte. Entretanto, para aqueles que utilizam desse argumento, é necessário ressaltar então que Deus criou o homem como ser inteligente e livre. Desta forma, não lhe pode ser negado o direito de escolher a forma e o dia de sua morte em casos extremos de sofrimento. Para muitos doentes crentes em Deus, a vida depois da morte, pode não ser vista como um fim, mas sim como um começo de vida melhor. Além do mais, vale ressaltar que o Brasil é um Estado laico, do qual suas leis não devem ser baseadas em argumentos religiosos.

Há quem diga que todo ser humano tem o privilégio de viver, e que ninguém, em circunstância alguma, deverá usurpar esse direito. Pois bem, analise a palavra "viver" , você realmente acha que uma pessoa que está predestinada a passar o resto de sua vida em uma cama está vivendo? Não é preciso pensar muito para termos um "não" como resposta. Sendo assim, a eutanásia não é a usurpação da vida, e sim a antecipação de uma morte que já estava prevista para acontecer, só que desta vez, de forma digna e sem sofrimentos.

Diante desse contexto, é inegável o fato de que a eutanásia seja a melhor solução para aqueles que preferem uma morte menos deplorável. Incontestavelmente, há exceções, das quais o doente após anos em coma se recupera, porém, cabe lembrar que são apenas exceções, e leis não podem ser baseadas em fatos isolados. Sendo assim, não há argumento forte o suficiente para justificar a não aceitação da eutanásia no Brasil.

Débora Bianco



Transgressão ou morte boa?

A Eutanásia sempre gerou muita polêmica, principalmente no Brasil. A palavra eutanásia traz sua construção semântica dividida em “Eu” que significa boa e “Thanatos”, que significa morte, de forma que a palavra num todo diz boa morte, piedosa, altruísta, caridosa.
Mas a leis e normas, em que são baseadas em princípios e fundamentais previsto no artigo 5 da Constituição Federal, onde é preservado o direito a vida, ou seja, ela resguarda o ciclo natural da vida de qualquer ser vivo.
Além disso, é evidente a precariedade dos hospitais no Brasil, em consequência, iriam usar a Eutanásia de forma ilícita e imoral para desafogamento dos leitos hospitalares.
Com a legalização da mesma, poderá ocorrer o “turismo da morte”, do mesmo modo em que tem acontecido na Suíça, fato que faz com que o país tenha uma má fama, afastando turista, de tal modo gerando o desemprego e diminuindo a economia do local.
Em vista disso, o melhor a se fazer é não aceitar a legalização da Eutanásia, pois ela envolve uma série de mudanças, não só na legislação, mas em hospitais também.

Carolina Moço


Eutanásia
A eutanásia é o ato cometido com o propósito de acelerar a morte de pacientes em estado terminal, e com doenças incuráveis. Este método é usado em alguns países como Holanda e Bélgica. Ao contrário desses países, o Brasil considera a eutanásia um crime, entendendo-a como crime de homicídio.
Ao olhar de muitas pessoas, a eutanásia é um jeito de acabar com o sofrimento dos pacientes. Diferentemente de religiosos, que argumentam que a vida é uma dádiva divina, sobre a qual nenhum ser humano tem direito de cessá-la. Essa é uma das razões deste assunto ser um verdadeiro tabu atualmente.
A eutanásia pode ser um problema em certos pontos de vista, como os médicos matarem enfermos para liberar leitos, ou pacientes serem mortos por interesses econômicos de seus herdeiros. Entretanto, também pode ser uma forma de libertá-las do sofrimento.
Além disso, é um modo de o paciente morrer dignamente, de maneira indolor. A eutanásia é um pretexto para se lidar mais humanamente com o sofrimento prolongado. É mais humano praticá-la do que forçar o doente a viver uma vida de sofrimento insuportável. Rubem Alves escreveu, para a Folha, dois belos artigos em defesa do direito à eutanásia voluntária. Segundo ele, "como um instrumento musical, a vida só vale a pena ser vivida enquanto o corpo for capaz de produzir música, ainda que seja a de um simples sorriso".
Um dos exemplos da eutanásia é Vincent Humbert, um jovem de 20 anos, teve um grave acidente de automóvel em 2000, do qual resultou um coma que durou nove meses. De seguido foi-lhe diagnosticado que se encontrava tetraplégico, cego e surdo, sendo o único movimento corporal o seu polegar direito, com o qual comunicava. Deste modo, solicitava aos médicos a prática da eutanásia. No entanto foi-lhe recusada, pois na França a eutanásia é ilegal. Vincent pede ajuda à mãe para matá-lo, com o auxílio do médico. Após a situação, a mãe de Vincent foi presa. Vincent escreve um livro com o seu polegar, de 188 páginas, intitulado “Eu peço-vos o direito de morrer”.
Este é um assunto complicado de discutir, porém ajudaria muitas pessoas a morrerem dignamente. Seria mais fácil se fosse autorizada pelo governo, de forma organizada. A morte pela eutanásia nada mais é do que cessar com o sofrimento do próximo, deveríamos ver como um ato de “compaixão”, livrando pessoas de um sofrimento desmerecido.
Amanda Salomão

Eutanásia, direito do ser Humano ou Não?
O ser humano não tem direito de decidir a hora da morte, pois a vida do ser humano tem alguns ciclos e homem nenhum tem direito de interrompê-lo, ciclos esses que são nascimento, desenvolvimento, reprodução, velhice e a morte.
Em primeiro lugar a eutanásia a lei do homem, pois ele interrompe o ciclo da vida e a eutanásia nada mais é um suicídio em que a pessoa assina um documento em que ela ao invés de enfrentar os seus problemas de saúde, escolhe o modo mais fácil que é a morte.
Em segundo lugar o documento em que autoriza a pessoa em caso de coma ou algo do tipo, pode ter sido assinado em momentos de problemas emocionas como depressão e se depois de um tempo quem assinou o documento quiser voltar atrás, quiser lutar pela vida.
Por fim, todos têm direito de ir e vir, mas tem que ter consciência ao interromper sua vida por qualquer sejam os motivos, não estará prejudicando apenas sua vida, mas estará prejudicando toda uma família.
Mayara 2ºB
Morte por Escolha
Eutanásia, tema que está causando muita celeuma atualmente. O sentido da eutanásia implica uma morte suave e indolor,é suportada pela teoria que defende o direito do doente incurável de pôr fim a vida quando sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos e psíquicos.A prática da eutanásia é um direito do ser humano.
Em primeiro lugar, a eutanásia é um assunto muito amplo e complexo cheio de opiniões divergentes, e há vários motivos que resultam em sua prática como, a eutanásia eugênica (quando o paciente serve como ameaça a outros),e a eutanásia econômica (quando o tratamento é muito caro),mas o que a mais implica,é causar fim aos sofrimentos de pacientes terminais.
Além disso, de acordo com a Declaração dos Direitos Humanos todos temos direito a termos nossas próprias escolhas, e esse direito engloba, também,o direto de podermos escolher por fim a nossos sofrimentos intermináveis quando impossíveis de combatê-los. Este foi o caso da Americana Brittany Maynard, que mudando-se para Oregon, optou por morrer, após diagnóstico de câncer.O estado é pioneiro na aprovação da lei que permite o suicídio assistido. 
Entretanto, o primeiro país que legalizou a prática da eutanásia foi a Holanda, em 2002, após instaurar várias condições. Para a decisão, o paciente deve estar em total consciência, ser portador de alguma doença incurável e de dores insuportáveis. A Bélgica seguiu os passos da Holanda no mesmo ano, já a Suíça seguiu uma legislação parecida com a da Alemanha, só que menos rigorosa.
O ser humano tem direito de decidir se deve ou não viver sofrendo até que a morte chegue naturalmente, temos o direito de viver ou morrer com dignidade, tendo consciência de nosso estado de saúde. A eutanásia deve ser legalizada, tendo uma base sólida, composta por elementos que evitem as falhas humanas, ou seja, que seja aplicada somente em pacientes desenganados e sem alguma esperança.
Maria Eduarda Serafim

O Ser Humano Tem Direito De Decidir Sobre A Hora Da Morte?
Qualquer pessoa tem o direito de escolher se quer viver ou morrer, não só porque tem uma enfermidade incurável.
Pessoas com alta depressão que já desistiram de viver, também deveriam ser autorizadas a praticar a eutanásia.
Um assunto como a eutanásia não deveria ser visto como um tabu, qualquer um dos cientistas não podem afirmar com 100% de certeza que a morte é uma coisa horrível.
Vários países já adotaram essa prática, com pessoas em estados terminais.
Nenhum ser humano tem o direito de escolher se alguém vive ou morre, quem escolhe pela morte já sabe de tudo que está abrindo mão, e também se for pra viver condenado é melhor não viver.
P.C.
Morte apropriada
A eutanásia é algo recorrente desde a época das guerras, em Roma, ou até mesmo no período dos índios brasileiros. Sendo sempre evoluída e chegando até os dias atuais se tornando um direito do ser humano.
Algo tão importante que tornou uma definição, a eutanásia que vem do grego, é traduzida como “boa morte” ou “morte apropriada”, ou seja, só demonstra como cada um tem o direito de escolher o momento e como vai ter essa desejada morte sem dor.
Além disso, existem países como a Holanda, os Estados Unidos, Suíça e Alemanha que efetuam a prática da eutanásia ou o suicídio assistido, admitindo de que esse processo é favorável em vários países e mostrando a eficiência se feito da maneira correta.
Há quem diga que a eutanásia não deve ocorrer, porque a pessoa pode melhorar até mesmo acordar, entretanto esses são poucos casos, subjetivos, desta forma existem mais casos da eficiência de uma morte sem dor do que acontecimentos que ocorreram a melhora entre pacientes em estado terminal.
Logo, com a eutanásia sendo aplicada da maneira correta e acontecendo um maior rigor nas leis para que não vire algo prejudicial, deve existir a morte apropriada.
Marina Fiuza Canal

Marina Fiuza Canal 1º A 


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