Considerado uma prática ilegal e até mesmo um crime organizado, o tráfico de mulheres com vista para a exploração sexual é algo bárbaro, pois o corpo é visto com indignidade como um instrumento de comércio. Mulheres de diferentes regiões brasileiras são vítimas de aliciamento através de redes sociais e anúncios com promessas sedutoras de mudança de vida.
Esse comércio ilícito não foge à regra global. A maioria das pessoas, principalmente, mulheres de classe social baixa, com nível de escolaridade precário, que se sentem violentadas e com pouco acesso às informações, são atraídas para países mais ricos (desenvolvidos), como no continente Europeu, com ofertas imperdíveis, somente aos olhos dessas vítimas, de trabalho artístico, de moradia, em geral, de uma vida melhor e com condições seguras.
É através de sites de relacionamentos, como o Orkut, e anúncios de modelos, que os aliciadores divulgam e convencem o público feminino. Porém, ao chegarem ao local, se deparam com uma nova situação: são obrigadas a se prostituirem como forma de pagamento pela viagem, habitação e outros benefícios que lhes foram oferecidos.
Isso não ocorre só em escala mundial. O Brasil é considerado o maior "exportador" das Américas não é por acaso. Garotas das regiões brasileiras mais pobres, como a Nordeste e a Centro-Oeste, saem de sua cidade de origem, influenciadas por ofertas tentadoras, e vão às metrópoles nacionais e estrangeiras em busca de uma fonte de renda, porém encontrando uma saída forçada em ser uma escrava moderna da prostituição.
Mesmo com a Convenção de Palermo criada pela ONU em 2000 com o objetivo de combater o crime organizado internacional, o número de casos de tráfico de mulheres é crescente e movimenta cerca de 50 bilhões de dólares no mundo.
Dessa forma, é necessário que o governo e a mídia divulguem casos de desaparecimento de mulheres, conscientizando e expondo o real perigo da aliciação à população, além de criar melhores condições para que as jovens não deixem o país, como trabalho, e para que esse crime grotesco seja reprimido.
Por : Giovana San'Ana Pegorin
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