Como regra geral da globalização, os países mais pobres são exportadores para os mais ricos. O tráfico de mulheres não é exceção. Logo, países subdesenvolvidos como o Brasil, são vistos como fontes de matéria prima, devido à carência de oportunidades, como emprego e estudo. Cria-se a falsa imagem de que o exterior é o passaporte para o sucesso.
Os traficantes fazem propostas às vítimas que parecem ser imperdíveis, principalmente relacionadas ao meio artístico, como modelo, dançarina, cantora, área que não é fácil conseguir um espaço. Além disso, as condições apresentadas são seguras e confortáveis. Percebe-se que o meio em que elas vivem, acaba impondo que procurem construir o futuro em outro lugar.
Vale ressaltar que as futuras escravas do sexo, na maioria das vezes são pessoas com baixa escolaridade e com pouco acesso à informações. Aliás, este assunto é pouco divulgado na mídia pela proporção do perigo que representa. Ainda falta muita ação do governo, para que conscientizem a população e tomem atitudes sobre os casos já registrados de desaparecimento de mulheres em outros países.
Desse modo, é fácil concluir que o tráfico nada mais é que uma combinação: de uma lado estão pessoas que garantem uma vida melhor e passam a sensação de segurança e do outro aquelas que necessitam sentirem-se protegidas e que possuem a esperança de mudar o futuro para melhor. Há muito o que fazer para mudar essa realidade, mas começar a desconfiar quando alguém oferecer casa, comida e roupa lavada no exterior, já é o primeiro passo na luta contra esse crime grotesco.
Por Suzane Gabia
Suzane,tenho lido seus textos e descoberto como você gosta de escrever. Parabéns.
ResponderExcluirSonia