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terça-feira, 5 de julho de 2011

Rigidez contra armas


Milhões de brasileiros se lembram do referendo de 2005, em que responderam se o comércio de armas de fogo e munição deveria ser proibido no Brasil. A partir daquele ano, a discussão sempre voltou às mídias. Em 2011, uma nova campanha de desarmamento se inicia. Será que este tipo de ação resolve os problemas de intimidação e de morte?
É certo que armas nas mãos de pessoas desestruturadas ou desequilibradas causam transtornos. O objeto metálico faz a pessoa se sentir poderosa e achar que está sempre com a razão. Em uma discussão num bar, ou até mesmo dentro de casa, o indivíduo armado já parte para a agressão e atira em seu opositor. Esta situação poderia ser evitada se, realmente, o desarmamento e as penas criminais aos leigos com armas fossem efetivas.
Entretanto, não é o que acontece. Segundo o Instituto Viva Rio, há mais de 7,5 milhões de armas clandestinas no mercado negro brasileiro. Isso significa que, numa campanha contra o armamento, quem devolve sua arma é a pessoa que tem registro e permissão para usá-la. As armas ilegais, que são muitas, não são atingidas pela campanha, o que não minimiza os assassinatos.
Dessa forma, a população continua sofrendo com ações de ladrões, traficantes e indivíduos alterados. Não são raros os casos de policiais corruptos financiando armas para donos de bocas de fumo e outros criminosos.
Portanto, seria mais promissor se fossem organizadas medidas mais enérgicas, como a obrigação de devolver e denunciar fontes ilegais de armas, assim como é obrigação votar. Também, as leis e as penas para infratores deveriam ser mais rígidas, para que o crime organizado de armas clandestinas fosse efetivamente combatido.
Por: Nádia Farah

Um comentário:

  1. Nossa gente, estou cada vez mais orgulhosa de vcs!!!Cada texto.Um melhor que o outro! Parabéns!!!Leio todos
    Gi

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