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sábado, 26 de novembro de 2011

Guerreiros pela ética


Diante da realidade atual é impossível não refletir quanto ao caráter social e econômico a que nossa sociedade encontra-se, em nível global. São constantes as transformações decorrentes ao passar do tempo, desde a descoberta do fogo até depararmo-nos com sistemas de alta tecnologia. No entanto incansáveis mudanças, em vista de algumas localidades não chegaram de forma tão eficaz e constante como em outras. A falta de sistemas inovadores, bem como a liberdade de interagir com amplas possibilidades de criações, expressões e formas de cultura implicam no equilíbrio socioeconômico de uma nação.
Como os próprios conceitos geográficos induzem, nação corresponde à junção de pessoas organizadas, em vista de objetivos, cultura e costumes em comum, para melhores condições vitais e relevante progresso para o grupo. Haja vista que para o alcance de um progresso desejado por todos é inevitável deixar de ocorrer o respeito mútuo entre companheiros habitacionais, fator este que nem sempre ocorre levando ao maior acarretamento de diferenças sociais. Estas que também se evidenciam como característica fundamental nos governos autoritários.
Altamente abordado pelos meios comunicativos, pode-se identificar o símbolo da repressão social no mundo Árabe, tal como seu ápice sob vista de uma maior revolução que por eficiência consiga eliminar o regime ditatorial. Tal símbolo caracteriza-se pelo jovem tunisiano, de vinte e seis anos, que ateou fogo ao próprio corpo por reivindicar a humilhação que sofreu ao perder sua barraca de frutas, a qual foi destruída pela polícia que espancou o rapaz. Assim como na Tunísia são diversos os outros meios e conflitos ocorridos pelo mundo através das revoltas populares. Atualmente um grande exemplo da busca incansável por melhores condições de vida representa-se pelo mundo Árabe.
Subjetivamente, nem sempre as revoluções, tal como as reivindicações populares ocorrem em maneira pacífica, pelo contrário. No entanto, não se obteria o pregresso, a inovação, a democracia e claro a diminuição da desigualdade sem a luta idealizada populacional pela junção de cidadãos unidos pela melhora comum. É de suma importância refletir, questionar e lutar por respectivos direitos socioeconômicos não permitindo assim que em pleno século XXI a sociedade caracterize-se como sofistas, em vista de alienação plena quanto às verdades do mundo. É importante reconhecer que o grande sucesso das rebeliões populares, as quais hoje nos refletem certos direitos está na ética, na busca pelo bem maior e de todos, ridicularizando assim a banalidade do mal, o egoísmo de acreditar que a repressão, a maldade é comum e inevitável.
Por Giovana Pultrini

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