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terça-feira, 19 de abril de 2011
Interesses em primeiro lugar
Nos últimos anos o Irã tornou-se o centro da polêmica nuclear, pois querendo enriquecer o urânio para fins passivos acabou levando punições do Conselho de Segurança da ONU. Na quarta rodada de sanções o Brasil foi a favor do Irã, admitindo vários interesses estratégicos nesta decisão.
Por um lado o Brasil, tendo a sétima maior reserva mundial de urânio, pensa num futuro próximo tornar-se exportador deste elemento. Também busca para ampliar o uso de energia limpa, e diminuir a emissão de gases do efeito estufa.
Vale lembrar que o Brasil não assinou o acordo do Protocolo Adicional, visto que a AIEA examinaria as centrífugas do Brasil, mesmo sabendo que a própria constituição proíbe o uso do urânio para fins bélicos. Portanto, o governo não aceitou a inspeção, porque o exame minucioso do equipamento poderia colocar em risco o segredo tecnológico.
Além disso, há algo que o Brasil mais almeja: prestígio, glória e reconhecimento internacional. Ao buscar um papel de destaque na resolução de um problema internacional, investe na tentativa de conquistar uma vaga de membro permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Em suma, o Brasil tem que continuar interferindo em questões internacionais sim. Pois, se quer algum prestígio, deve correr atrás e mostrar do que é capaz. Mas que seja de uma forma segura, que não traga prejuízo para sua nação, ou melhor, supondo que decida por tomar atitudes erradas sobre o assunto da usina nuclear, pense bem na possibilidade de acarretar grandes perdas e sanções do CS da ONU.
Por Ana Ester
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