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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Brasil defende seu futuro



A energia é algo indispensável para o mundo, independente da fonte. Porém, há os prós e contras, principalmente quando se trata de energia nuclear, que, apesar de possuir vantagens significativas, é diretamente relacionada como o primeiro passo para a construção de bombas atômicas, além de perigosos acidentes e riscos à saúde.


Atualmente, o Irã está no centro desta polêmica, por causa do seu programa nuclear. Devido ao seu histórico, ele é acusado de utilizar essa tecnologia para fins militares , embora o governo iraniano garanta que sua atividade tenha fins pacíficos. O Brasil é um dos defensores do Irã no Conselho de Segurança da ONU. É evidente que sua atuação é pautada apenas em defesa de seus interesses.


Primeiramente, a exportação do urânio enriquecido é uma das promessas para o futuro, pois o Brasil possui grandes reservas deste mineral. Se o Irã sofrer as intervenções sugeridas pelo CS, é possível que mais tarde, o Brasil seja a vítima, assim perderá sua autonomia tecnológica, e consequentemente, prejudicará seus planos econômicos.


Por outro lado, é visível que desde o governo Lula (2003-2010), o Brasil tenta construir uma política internacional com grandes parcerias, e que o desejo de conquistar uma cadeira permanente no CS está bem claro. Com a atitude de defender o Irã, o país recebe um papel de destaque e, talvez de prestígio. Dessa forma, poderá alcançar também seus objetivos políticos.


Enfim, não foi somente por solidariedade que o Brasil assumiu tal posição. De fato, é muito interessante que o país continue investindo na tecnologia nuclear, desde que selecione mão-de-obra bem preparada para evitar acidentes que coloquem em risco o território e a população, além de usar os recursos financeiros provenientes dessa atividade para investir em diversos setores que precisam de atenção, como saúde, fome, segurança e educação.


Por Suzane Gabia

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