O país brasileiro tem alto potencial em ser exportador de urânio refinado, pois possui reservas e tecnologia para isso. Assim, auxiliando o Irã nessa luta, no futuro o país islâmico poderá ser um forte comprador de produto.
Outro fator que explica o apoio brasileiro é o medo de que, através das fiscalizações realizadas por técnicos da ONU, a tecnologia de refinamento de urânio seja roubada. Apoiando o Irã, o Brasil consegue pontos positivos nesse caso, defendendo seu próprio interesse indiretamente.
Além disso, o Brasil deseja fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, o que, se conseguir fazer o Irã utilizar o urânio somente como um produto de energia, automaticamente ganha prestígio com os norte americanos, chegando cada vez mais perto de seus objetivos. Em contrapartida, o Brasil pode adquirir inimigos de alto teor se o Irã, utilizar a tecnologia que possui para produzir bombas atômicas, pois estaria apoiando uma nova guerra.
Dessa maneira, é possível concluir que o Brasil deve sim apoiar o Irã, mesmo correndo altos riscos, e com os lucros adquiridos da venda de urânio, investir mais em educação e saúde, para que dessa forma o Brasil tenha maior desenvolvimento.
Por Fernanda Beltrami
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